Minha mão canhota segura uma lapiseira sobre um caderno pequeno aberto. Na página, o desenho a lápis do número 25 em forma de fita e, ao lado, escrito à mão: "insight após lavar a louça kkk". Ao fundo, desfocado, um notebook aberto. Na borda do caderno, papel laranja preso por grampo (teste de textura).

Selo 25 anos FABAMED

Identidade comemorativa · 2026 A clienteA FABAMED — Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde — é uma entidade de direito privado (mantida sem vínculo com o poder público), sem fins lucrativos e de caráter científico e cultural. Atua com gestão, inovação e prestação de serviços na área da saúde. Em 2026, completa 25 anos. O desafioCriar um selo comemorativo que conversasse com a marca, e não competisse com ela. A maioria dos selos de aniversário é um número decorado, aplicado por cima da identidade existente. Fica bonito e fica descartável. O estaloPassei dias sem conseguir desenhar nada. A solução chegou fora da mesa de trabalho, lavando louça — uma daquelas tarefas que ocupam a mão e liberam a cabeça. O símbolo da FABAMED é uma fita em “S”. Com um traço reto no topo, aquela fita vira um “5”. E se o 5 estava ali, o 2 também estava: é a mesma forma, girada e espelhada. O número não foi desenhado do zero. Foi extraído da própria marca. A construçãoDo rascunho a lápis ao vetor (desenho feito por curvas matemáticas, que pode ser ampliado sem perder qualidade), o número foi ajustado sobre um grid — a malha de linhas-guia que garante proporção e equilíbrio entre as duas formas. O gradiente (passagem suave de uma cor para outra) devolve ao número o aspecto de fita dobrada, com faces claras e escuras, como se houvesse luz batendo no papel. A aplicaçãoPrata no número, dourado no nome e no “ANOS”, azul institucional no fundo. A hierarquia mantém a marca em primeiro plano e o selo como celebração, não como substituição. O resultadoUm selo que não poderia pertencer a nenhuma outra instituição.

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Eu uso look verde musgo com blusa segunda pele preta, apresento o podcast Fronteira Circular, minha mão esquerda aponta para a tv que exibe a apresentação. Raphael está sentado e manuseia o computador

A leiga da sala

Alguns minutos antes, eu disse pra minha irmã que estava nervosa. Era eu quem ia falar. Não tinha como escapar disso. Meu corpo faz isso quando chega uma grande responsabilidade. Ele avisa antes de mim. Aperta, esquenta, acelera. Já entendi que não adianta discutir com ele. O que eu ainda não sei é o que fazer com ele. Sei que chega, sei que passa, e sei que ninguém de fora enxerga. A sala estava cheia de gente que estudou a vida inteira aquilo que eu ainda estou aprendendo a nomear. Gente com anos de laboratório, com títulos, com um vocabulário que eu vou anotando no celular para não esquecer. Eu sou nova nesse mundo de deeptech, empresas que nascem dentro da pesquisa científica. Faz um ano. E o que eu ia apresentar tinha saído da minha mão na véspera, correndo, em poucas horas, para existir a tempo. Muitas vezes eu sinto medo ali dentro. O que eu descobri é que o medo não me paralisa. Eu falei. E enquanto falava, fui vendo as pessoas sorrirem, acompanharem meu raciocínio, entenderem. Depois vieram me dizer que tinha sido impecável. Eu ouvi meio de longe, como quem ouve falar de outra pessoa. Não é assim que eu me vejo. Quase nunca é. Mas teve uma coisa que eu entendi ali na frente, e essa eu vou guardar. Eu não me coloquei como especialista. Me coloquei como o que eu de fato sou naquela sala: uma pessoa leiga, que está aprendendo, e que tem a função de traduzir. Ninguém me chamou para saber tudo. Me chamaram porque alguém precisa contar de um jeito simples o que aquelas pessoas fazem. E é isso que eu faço há mais de vinte anos, no design, na voz, na edição. Ninguém entrega em poucas horas, no primeiro ano de nada, o que eu entreguei naquela véspera. Aquelas horas são vinte e um anos. Por isso eu evito me comparar com quem está na sala comigo. Não é sabedoria, é sobrevivência. Cada um chegou ali por um caminho, com um tempo e um aprendizado que são só dele. Se eu medir o meu percurso pelo dos outros, eu perco o meu. Sigo com medo. Sigo com o corpo reclamando. E sigo indo. Fico pensando quantas vezes a gente se acha despreparado numa sala onde já está, faz tempo, fazendo a coisa. Quantas vezes já aconteceu com você? Escrevi este texto a partir da minha experiência na comunicação da Bispora, deeptech de biotecnologia e bioeconomia circular que completou três anos em 2026. É lá que eu cuido da identidade visual, dos textos e da produção do Fronteira Circular, podcast da empresa sobre ciência, sociedade e mercado, apresentado pelo CEO Raúl Bonne Hernández, com Daniela Droppa e Carlos Foz no episódio de estreia. Texto publicado originalmente na coluna Olhar de Dentro, no Olho Vivo – Cinform publicado no dia 04 de setembro de 2026. Leia no Cinform.

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Fotografia em plano médio, focada em uma exposição museológica sobre a história das urnas eletrônicas no Brasil. No primeiro plano, à direita, três modelos diferentes de urnas eletrônicas estão dispostos sobre suportes de madeira.

Curadoria de acessibilidade: Democracia e Memória: 30 anos das urnas eletrônicas em Sergipe

Ficha O desafio A exposição reúne três décadas da urna eletrônica em Sergipe, distribuídas em três núcleos e cerca de trinta peças, entre urnas de seis gerações, painéis históricos, documentos, uma urna de lona, uma urna de madeira, uma cédula-guia em braile e réplicas de pelouros. A galeria tem pouco mais de 60 metros quadrados, com corredor de acesso e rampa. O desafio central estava no próprio tema. A urna eletrônica foi projetada para que cada pessoa vote sozinha, em segredo, sem depender de ninguém, o Braille nas teclas existe desde o primeiro modelo. Contar essa história de forma inacessível seria contradizer o objeto exposto. O processo Quatro reuniões com a equipe do TRE-SE e duas visitas técnicas à galeria, com medição e conferência peça a peça. A partir dos textos curatoriais, da planta baixa e do projeto de expositores, construí um roteiro consolidado de 28 páginas. Cada peça foi descrita em padrão fixo: localização, dimensões, materiais, formato, tela, teclado, cores, componentes, diferenças em relação ao modelo anterior e contexto histórico. Elementos que se repetem em várias peças foram descritos uma vez, em faixa de conjunto, para não cansar quem percorre a sala inteira. Depois vieram 50 faixas de narração, 1h38 de áudio, todas revisadas com Lucas Aribé. Decisões de método Entregas Resultado Toda a exposição passou a ter acesso autônomo para pessoas cegas, com baixa visão e surdas, sem depender de mediação presencial e sem percurso obrigatório. E há um efeito que sempre aparece nesse tipo de trabalho: descrever um objeto com precisão obriga a olhar para ele com uma atenção que ninguém teve antes. A exposição inteira ficou mais bem contada para todo mundo. Acesse a exposição virtual https://memorialdesergipe.com.br/boas-vindas-corredor-de-acesso/  ENTRADA DA EXPOSIÇÃO SALA: PEÇAS DO ACERVO SALA: EXPOSITORES DO FUNDO E PAREDE SALA: PAINÉIS DA LINHA DO TEMPO PEÇAS AVULSAS + ENCERRAMENTO Quer tornar sua exposição, evento ou conteúdo acessível? Vamos conversar!

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Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título "OLHAR DE DENTRO". Abaixo, o nome "FABIANA DROPPA" em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz "QUEM ESCREVE POR AQUI". O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

Hoje começo um novo capítulo.

Sempre escrevi. Desde criança, amava um diário e escrevo até hoje. Assim como escrevi, também construí projetos durante muitos anos para clientes, marcas e instituições, através do design, da comunicação e da audiodescrição. Hoje estreio como colunista semanal no destaque “Olhar de Dentro”, do Olho Vivo – Cinform. Não para ensinar, mas para dividir perguntas, histórias e aquilo que a vida tem me mostrado. O primeiro texto traz “quem escreve por aqui” e o início de uma reflexão sobre um laudo médico, cuja íntegra sai na semana que vem. Mas, na verdade, ela fala sobre o tempo, sobre o amor e sobre o que acontece conosco quando alguém que amamos adoece. Espero que encontre quem precise dela. Link: https://lnkd.in/dsXiPed8 Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título “OLHAR DE DENTRO”. Abaixo, o nome “FABIANA DROPPA” em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz “QUEM ESCREVE POR AQUI”. O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

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Sou uma mulher de pele clara, cabelos pretos curtos em corte pixie e lábios pintados de rosa. Apareço centralizada na imagem, olhando diretamente para a câmera, com o queixo apoiado na mão direita. Uso um pequeno brinco redondo branco na orelha esquerda e visto uma camisa com estampa animal print em tons de marrom e preto. A imagem é dividida verticalmente em dois estilos: do meu lado esquerdo, uma ilustração estilizada com fundo amarelo sólido; do lado direito, uma fotografia realista com fundo desfocado de um ambiente interno. Elementos gráficos decorativos se sobrepõem à composição: uma linha amarela curva e espiralada no canto superior esquerdo, um desenho em zigue-zague branco ao lado direito da minha cabeça, e um círculo rosa cortado por uma linha reta no canto inferior direito.

A profissão que exercemos nem sempre é a melhor forma de explicar o que fazemos

Durante muito tempo, quando alguém perguntava sobre meu trabalho, eu respondia: “Sou designer.” E isso nunca esteve errado. Mas, com o passar dos anos, percebi que o design era apenas uma das ferramentas que eu utilizava. O que realmente faço é conectar pessoas ao conhecimento. Às vezes, transformando um conteúdo científico em uma linguagem acessível. Outras vezes, organizando a comunicação de uma instituição. Em outros momentos, tornando uma exposição inclusiva por meio da audiodescrição. Ou criando uma identidade visual capaz de traduzir a essência de uma marca. Os projetos mudam. As áreas mudam. Os clientes mudam. Mas existe um fio condutor que permanece: transformar complexidade em clareza. Talvez essa seja a melhor definição do meu trabalho hoje. Foi por isso que, depois de anos tentando caber em um único cargo, passei a me chamar de multiartista. Porque a nossa identidade profissional não está no cargo que ocupamos, mas no impacto que conseguimos gerar — independentemente do contexto.

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Acessibilidade também é linguagem, sensibilidade e presença

A audiodescrição me trouxe essa lição. Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de atuar com audiodescrição em mostras e festivais de cinema, atravessando obras brasileiras, clássicos eternos e produções autorais internacionais que ampliaram profundamente meu olhar sobre narrativa, imagem e inclusão cultural. Entre os filmes para os quais tive a honra de criar o roteiro de audiodescrição e ainda narrar (pois os clientes gostam da minha voz eheh) estão: 🎬 Cinema Brasileiro • Baile Perfumado (o mais desafiador) • Terra Estrangeira (Brasil/Portugal) • A Hora da Estrela • Saudade Fez Morada Aqui Dentro (amei demais o filme) • Carvão • Mensagem de Sergipe • O Espetáculo • Quase Trap • Homo Heractus • Kaminhada • Anecoico 🌍 Cinema Internacional / Autoral • Pietra y el Sol (Colômbia) • 8½ (Itália) • The Fall (Índia/Reino Unido/EUA) • Shadow (China) • La Perra (Colômbia) • Dragon Inn (Taiwan) • O Fundo do Coração (Argentina) 🎞️ Clássicos • Singin’ in the Rain (Estados Unidos) (a emoção falou bem alto) Cada obra trouxe um desafio diferente: muuuuuito estudo, a compreensão da linguagem de cada diretor, a leitura de críticas e, acima de tudo, o exercício de traduzir silêncios, atmosferas, olhares, gestos e emoções, para que mais pessoas possam acessar o cinema de forma plena.

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Apresentação da capa, páginas abertas internas e contra capa do livro Além das Lentes

Projeto gráfico, diagramação, ilustração, capa: o que é cada coisa

Já assinei o design de dez livros. Em quase nenhum deles fiz a mesma coisa. Às vezes essa confusão custa caro para quem contrata. A pessoa pede “diagramação” quando na verdade precisa de projeto gráfico. Ou acha que ao encomendar a capa vai receber o miolo junto. Então vou explicar cada uma dessas quatro coisas, usando os meus próprios livros como exemplo. Projeto gráfico é o sistema. É a decisão de como o livro vai funcionar do começo ao fim. Qual o tamanho da página. Onde começa e termina a mancha de texto. Qual a fonte, em que tamanho, com quanto espaço entre as linhas. Como os títulos se diferenciam dos subtítulos. O que acontece quando entra uma imagem, uma tabela, uma citação. Nada disso aparece em uma página só. Aparece na repetição. Um bom projeto gráfico é aquele que você não percebe: você lê duzentas páginas sem cansar e não sabe dizer por quê. Foi o que fiz em Mobilidade por Bicicleta no Brasil e em Mobilidade e Cultura de Bicicleta no Rio de Janeiro, os dois de 2016. Livros técnicos, cheios de dados, gráficos e fotos. O trabalho ali foi criar uma estrutura que aguentasse tanta informação diferente sem virar bagunça. Diagramação é aplicar esse sistema, página por página. O projeto gráfico diz como deve ser. A diagramação é fazer acontecer no texto real — que nunca se comporta como o previsto. O capítulo termina com uma linha órfã no alto da página. A imagem não cabe onde deveria. O parágrafo estica e abre buracos brancos no meio da frase. Diagramar é resolver esses mil probleminhas, um por um, sem quebrar as regras do projeto. É um trabalho invisível e paciente. Em Além das Lentes (2021) e em Magia da Gratidão (2024), entrei nessa etapa. Ilustração é criar as imagens. É a parte mais óbvia da lista, mas tem uma sutileza: ilustrar um livro não é desenhar coisas bonitas. É desenhar coisas que conversem com aquele texto, naquele ritmo, naquela quantidade certa. Em Caminhando, lançado este ano, fiz as aquarelas, o projeto gráfico e a diagramação. As três coisas. Quando é assim, o livro ganha uma unidade difícil de alcançar de outro jeito — porque a mesma pessoa decidiu o desenho e o espaço onde ele ia morar. O mesmo aconteceu em Herbolário: a etimologia e a biotecnologia das plantas medicinais (2022). Ilustração, design e diagramação. Um livro sobre plantas medicinais, com etimologia e biotecnologia dentro. A aquarela foi o que deixou o assunto técnico respirar. Capa é um projeto à parte. Aqui está o mal-entendido mais comum. A capa não é a primeira página do miolo. É outro trabalho, com outra função. O miolo é para quem já decidiu ler. A capa é para quem ainda não decidiu. Ela precisa funcionar pequena, na tela de um celular, no meio de outras cinquenta. Precisa dizer o gênero, o tom e a promessa do livro em dois segundos. Fiz só a capa em O Vagalume – 20 anos de entrevistas e memórias do menino que virou jornalista e em Borboletas em Flor, os dois de outubro de 2025. E também na coleção de quatro livros do Colégio Arqui, em dezembro do mesmo ano — que tem ainda outro desafio: quatro capas diferentes que precisam parecer da mesma família. Na hora de contratar Se você está com um livro na mão, as perguntas são estas: O texto já existe e só precisa ser encaixado em um formato que já foi definido? É diagramação. O livro ainda não tem cara e você precisa decidir como ele vai ser? É projeto gráfico — e depois vem a diagramação. O miolo já está pronto e falta o que vai na frente? É capa. Precisa de imagens que ainda não existem? É ilustração. E não tem problema nenhum não saber. Eu pergunto. Só é melhor descobrir antes do orçamento do que depois.

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Fotografia de duas mulheres de pé, lado a lado, sorrindo para a câmera em um ambiente interno. À esquerda, uma mulher de pele clara, cabelos castanhos ondulados na altura dos ombros, usa óculos de grau com armação dourada, colar de pérolas, blusa preta e um blazer preto. Ela segura um livro com capa escura parcialmente visível. À direita, uma mulher de pele clara, cabelos curtos e escuros, usa óculos de grau com armação clara e transparente. Ela veste um vestido branco com estampa de folhas azul-esverdeadas e flores rosadas, que possui mangas três quartos franzidas e gola alta. Ela segura, com as duas mãos, um exemplar do livro "Sandra - Caminhando", que mostra na capa a ilustração de uma criança em um caminho arborizado. Ela também carrega uma bolsa tiracolo marrom com as letras "SCH" gravadas na parte frontal. Ao fundo, observa-se uma parede escura e parte de uma cadeira com encosto de palha à esquerda. A iluminação é suave e focalizada nas pessoas.

O mercado me formou designer gráfico. A vida me transformou em multiartista

Quando eu era criança, dizia com toda certeza do mundo: “meu sonho é ser desenhista.” Anos depois, já em Sergipe, descobri que existia um curso chamado Arte, Design e Multimídia. Fiz vestibular em 1999 e passei. Lembro da sensação de pensar: “é isso.” Eu queria desenhar. Criar. Dar forma ao que existia dentro de mim. Me formei em Design Gráfico em 2005, depois de precisar trancar o curso por dois anos, outra história de muito aprendizado. Mas hoje entendo que nunca trabalhei apenas com design. Ao longo dos anos, fui crescendo profissionalmente, assumindo coordenações, liderança, marketing, endomarketing, comunicação, presença digital de marcas… e, sem perceber, uma linguagem começou a puxar a outra. Em 2016, após pedir demissão senti que conseguiria tocar meu estúdio criativo e de lá para cá atendi mais de 180 clientes. Em 2018, a audiodescrição entrou na minha vida através da assessoria de comunicação com o parlamentar Lucas Aribé, que hoje também é meu parceiro nos projetos em audiodescrição. Desde então, mais de 300 trabalhos foram realizados. Em 2022, a aquarela também passou a fazer parte da minha trajetória profissional e afetiva. Teve um dia em que, conversando com uma cineasta durante um processo de seleção de audiodescritores brasileiros para um festival de cinema, contei um pouco da minha caminhada: design, teatro, pintura, comunicação, audiodescrição…E ela me disse: “você com certeza vê tudo de maneira diferente, ampliada.” E eu nunca esqueci disso. Porque durante muito tempo tentei explicar o que eu fazia através de cargos ou áreas específicas. Mas a verdade é que sempre existiu algo conectando tudo:eu gosto de encontrar soluções para o que surgir. Crio marcas.Construo identidades.Trabalho com a voz (o teatro me fez ver potência).Traduzo imagens para pessoas com deficiência visual.Pinto.Escrevo.Comunico. E talvez por muito tempo eu tenha tentado caber em uma definição profissional mais tradicional. Hoje não mais. O termo “multiartista” só foi realmente aceito por mim no ano passado, justamente em um período em que me senti sem identidade. E foi curioso perceber que, no fim, minha identidade nunca esteve em uma única função.Ela sempre esteve na soma de tudo o que percorri ao longo da minha biografia.Na Fabiana que ainda rabisca no papel antes de abrir qualquer software da Adobe. Na criança que sonhava desenhar (a criança está bem orgulhosa). Na mulher que um dia pediu demissão, em 2016, para descobrir se conseguiria sustentar a própria arte, a própria visão e a própria coragem. E conseguiu. Hoje me vejo como uma profissional multidisciplinar. Mas, acima de tudo, como alguém que continua tentando responder à mesma pergunta que me norteia há mais de uma década: “Qual o propósito da sua alma?” Na foto, dia do lançamento de dois livros (2026) “Caminhando e Eu, meu cantinho e minha mente”. Tive a honra de diagramar e pintar as aquarelas.

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De noite, carretas vermelhas iluminadas uma atrás da outra

Narrar para incluir: audiodescrição na Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil

Roteiro e Narração: Fabiana DroppaConsultoria em Audiodescrição: Lucas Aribe A Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil é um dos eventos mais encantadores e aguardados da temporada natalina no país. Anualmente, o projeto percorre diversas cidades brasileiras com caminhões cenográficos iluminados, trilhas sonoras especiais e cenários temáticos, como Carrossel dos Sonhos, Caixinha de Música, Presente de Natal e muito mais, espalhando alegria, cultura e magia às ruas. Grandes públicos se reúnem para vivenciar a atmosfera lúdica e gratuita da Caravana, que une luz, som e emoção em uma experiência memorável para toda a família. Na edição de 2025, tive a honra de ser responsável pelo roteiro e pela narração da Caravana, contribuindo para a construção de uma narrativa envolvente que guiou o público pelas apresentações. Nesta mesma edição, também introduzimos a audiodescrição, ampliando a acessibilidade do evento e reforçando o compromisso com a inclusão, por meio de um recurso acionável durante a experiência. A Caravana segue como uma celebração popular e sensorial, conectando pessoas e cidades em um momento de celebração coletiva e encantamento. Você pode acessá-la em https://www.musea.art.br/exibicoes/f64db909-0933-48e4-9bef-401918bdcb75/pt Foto: google

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Eu estou sorrindo e segura livro "O Vagalume". Ao lado, toten em tamanho real de Fredson com compartimento para 2 livros. Pessoas ao fundo

O Vagalume: uma noite de memórias, afeto e design no Museu da Gente Sergipana

Na noite de ontem, 28 de outubro, o Museu da Gente Sergipana foi palco de um evento emocionante: o lançamento do livro “O Vagalume – 20 anos de entrevistas e memórias do menino que virou jornalista”, do jornalista Fredson Navarro. A obra, publicada pela Editora Dika Publicações Exclusivas, do Grupo Infographics, celebra duas décadas de trajetória jornalística, reunindo bastidores de entrevistas marcantes, histórias inspiradoras e curiosidades vividas ao lado de grandes personalidades. ✨📖 Estive presente para prestigiar esse momento tão especial e expressar minha gratidão pela honra de assinar o design de capa da obra ✍️🌷. Foi uma noite de celebração, reencontros e inspiração — um verdadeiro tributo à história, à comunicação e ao poder transformador das boas narrativas. 💫

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