aquarela

Sou uma mulher de pele clara, cabelos pretos curtos em corte pixie e lábios pintados de rosa. Apareço centralizada na imagem, olhando diretamente para a câmera, com o queixo apoiado na mão direita. Uso um pequeno brinco redondo branco na orelha esquerda e visto uma camisa com estampa animal print em tons de marrom e preto. A imagem é dividida verticalmente em dois estilos: do meu lado esquerdo, uma ilustração estilizada com fundo amarelo sólido; do lado direito, uma fotografia realista com fundo desfocado de um ambiente interno. Elementos gráficos decorativos se sobrepõem à composição: uma linha amarela curva e espiralada no canto superior esquerdo, um desenho em zigue-zague branco ao lado direito da minha cabeça, e um círculo rosa cortado por uma linha reta no canto inferior direito.

A profissão que exercemos nem sempre é a melhor forma de explicar o que fazemos

Durante muito tempo, quando alguém perguntava sobre meu trabalho, eu respondia: “Sou designer.” E isso nunca esteve errado. Mas, com o passar dos anos, percebi que o design era apenas uma das ferramentas que eu utilizava. O que realmente faço é conectar pessoas ao conhecimento. Às vezes, transformando um conteúdo científico em uma linguagem acessível. Outras vezes, organizando a comunicação de uma instituição. Em outros momentos, tornando uma exposição inclusiva por meio da audiodescrição. Ou criando uma identidade visual capaz de traduzir a essência de uma marca. Os projetos mudam. As áreas mudam. Os clientes mudam. Mas existe um fio condutor que permanece: transformar complexidade em clareza. Talvez essa seja a melhor definição do meu trabalho hoje. Foi por isso que, depois de anos tentando caber em um único cargo, passei a me chamar de multiartista. Porque a nossa identidade profissional não está no cargo que ocupamos, mas no impacto que conseguimos gerar — independentemente do contexto.

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Fotografia de duas mulheres de pé, lado a lado, sorrindo para a câmera em um ambiente interno. À esquerda, uma mulher de pele clara, cabelos castanhos ondulados na altura dos ombros, usa óculos de grau com armação dourada, colar de pérolas, blusa preta e um blazer preto. Ela segura um livro com capa escura parcialmente visível. À direita, uma mulher de pele clara, cabelos curtos e escuros, usa óculos de grau com armação clara e transparente. Ela veste um vestido branco com estampa de folhas azul-esverdeadas e flores rosadas, que possui mangas três quartos franzidas e gola alta. Ela segura, com as duas mãos, um exemplar do livro "Sandra - Caminhando", que mostra na capa a ilustração de uma criança em um caminho arborizado. Ela também carrega uma bolsa tiracolo marrom com as letras "SCH" gravadas na parte frontal. Ao fundo, observa-se uma parede escura e parte de uma cadeira com encosto de palha à esquerda. A iluminação é suave e focalizada nas pessoas.

O mercado me formou designer gráfico. A vida me transformou em multiartista

Quando eu era criança, dizia com toda certeza do mundo: “meu sonho é ser desenhista.” Anos depois, já em Sergipe, descobri que existia um curso chamado Arte, Design e Multimídia. Fiz vestibular em 1999 e passei. Lembro da sensação de pensar: “é isso.” Eu queria desenhar. Criar. Dar forma ao que existia dentro de mim. Me formei em Design Gráfico em 2005, depois de precisar trancar o curso por dois anos, outra história de muito aprendizado. Mas hoje entendo que nunca trabalhei apenas com design. Ao longo dos anos, fui crescendo profissionalmente, assumindo coordenações, liderança, marketing, endomarketing, comunicação, presença digital de marcas… e, sem perceber, uma linguagem começou a puxar a outra. Em 2016, após pedir demissão senti que conseguiria tocar meu estúdio criativo e de lá para cá atendi mais de 180 clientes. Em 2018, a audiodescrição entrou na minha vida através da assessoria de comunicação com o parlamentar Lucas Aribé, que hoje também é meu parceiro nos projetos em audiodescrição. Desde então, mais de 300 trabalhos foram realizados. Em 2022, a aquarela também passou a fazer parte da minha trajetória profissional e afetiva. Teve um dia em que, conversando com uma cineasta durante um processo de seleção de audiodescritores brasileiros para um festival de cinema, contei um pouco da minha caminhada: design, teatro, pintura, comunicação, audiodescrição…E ela me disse: “você com certeza vê tudo de maneira diferente, ampliada.” E eu nunca esqueci disso. Porque durante muito tempo tentei explicar o que eu fazia através de cargos ou áreas específicas. Mas a verdade é que sempre existiu algo conectando tudo:eu gosto de encontrar soluções para o que surgir. Crio marcas.Construo identidades.Trabalho com a voz (o teatro me fez ver potência).Traduzo imagens para pessoas com deficiência visual.Pinto.Escrevo.Comunico. E talvez por muito tempo eu tenha tentado caber em uma definição profissional mais tradicional. Hoje não mais. O termo “multiartista” só foi realmente aceito por mim no ano passado, justamente em um período em que me senti sem identidade. E foi curioso perceber que, no fim, minha identidade nunca esteve em uma única função.Ela sempre esteve na soma de tudo o que percorri ao longo da minha biografia.Na Fabiana que ainda rabisca no papel antes de abrir qualquer software da Adobe. Na criança que sonhava desenhar (a criança está bem orgulhosa). Na mulher que um dia pediu demissão, em 2016, para descobrir se conseguiria sustentar a própria arte, a própria visão e a própria coragem. E conseguiu. Hoje me vejo como uma profissional multidisciplinar. Mas, acima de tudo, como alguém que continua tentando responder à mesma pergunta que me norteia há mais de uma década: “Qual o propósito da sua alma?” Na foto, dia do lançamento de dois livros (2026) “Caminhando e Eu, meu cantinho e minha mente”. Tive a honra de diagramar e pintar as aquarelas.

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Aquarela inspirada no álbum The Division Bell

Aquarelas inspiradas nas capas da Banda Pink Floyd

Após um mês de estudos e dedicação pude presentear minha irmã Daniela Droppa no mês de junho, com os quatro quadros através das pinturas em aquarela da Banda Pink Floyd, pois depois que uma amiga sugeriu que todos os meus presentes fossem feitos através das minhas criações, tenho pensado muito a respeito. Então ao aniversariante eu peço que ele ou ela me informem o que gostaria que eu pintasse… A minha irmã, disse que queria algo para sua casa, que eu fizesse algo que representasse a banda da vida dela e que fossem especificamente quatro álbuns. Antes de mais nada inicio conhecendo a história da banda, procuro entender o significado das capas, ouvir as músicas, fui pintando um a um. Confesso que o meu processo é o seguinte: entender o que a pessoas necessita, estudar, ler, ouvir, surtar, achar que não consigo e de repente vou ganhando uma força e as ilustrações e pintura vão ganhando forma. Ahahaha A composição das aquarelas das capas foram: The Dark Side of The Moon, The Wall, The Division Bell e Wish You Were Here pintadas em aquarela e trabalhadas depois digitalmente, que ganharam o charme das molduras pretas e vidro com tamanho final de 55x55cm. No meu instgram pessoal, clique aqui, mostrei um reels com a reação dela ao receber. Confira! Ao final gostamos muito do resultado.

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Fundo branco. Mockup de um computador com prints do meu site. 3 telas saltam da tela do computador

Sejam bem-vindos ao meu site pessoal/profissional

No ar mais um novo site feito com o meu grande parça Paulo Miranda da @baruksoft e desta vez é o meu site pessoal / profissional 🌷fabianadroppa.com.br Aqui mostro minhas áreas de atuação: design gráfico, audiodescrição, atriz e também aquarelista. Neste processo pude contar com a fotos do @_lucasguns (meu antigo estagiário de design e que hoje tem seu próprio estúdio), os textos tiveram a incrível edição da @allefranco jornalista e amiga de longa data. E também há depoimentos de algumas pessoas que fazem parte da minha jornada e acreditam em mim. E assim, saiu, do meu jeitinho, clean, minimalista e leve. Naveguem, curtam, vou amar receber feedback😍

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