Sobre

Conheça mais sobre a minha jornada profissional 🙂

Sobre

Estou sentada, visto blusa bege com detalhes geométricos preto. Meu braço direito está encostado no encosto da cadeira e a minha mão toca sutilmente minha cabeça.

Olá, eu sou Fabiana Droppa.

Nasci em São Paulo e vivo em Aracaju, Sergipe.

Sou designer gráfica, audiodescritora, narradora, ilustradora e aquarelista. Meu trabalho é atravessado pela arte, pela acessibilidade e pelo compromisso com uma comunicação mais humana.

Quis ser desenhista desde criança. Em 1999 prestei vestibular para Arte, Design e Multimídia. Precisei trancar o curso por dois anos e me formei em Design Gráfico pela Universidade Tiradentes em 2005. De lá para cá, são mais de vinte anos em design gráfico, editorial e identidade de marcas.

Passei quinze anos no transporte público de Aracaju. Vivi por dentro a virada da bilhetagem em papel para a bilhetagem eletrônica — conversando, treinando e me comunicando diretamente com milhares de trabalhadores. Foi ali que entendi uma coisa que carrego até hoje: comunicação não é o que você envia, é o que a pessoa do outro lado recebe. Numa das campanhas, cerca de 1.200 trabalhadores saíram uniformizados em 600 ônibus da cidade.

Em 2014 fundei meu estúdio criativo, hoje F.Droppa – estúdio multicriativo. Atendo microempreendedores, empresas e projetos institucionais que buscam clareza e impacto real. Em 2016 pedi demissão para me dedicar só a ele. Desde então já foram mais de 180 clientes.

O teatro entrou na minha vida em 2015. Em 2017 integrei a Cia das Artes Tetê Nahas, como atriz e assessora de marketing. O palco ampliou minha escuta, minha presença e minha noção da comunicação como relação viva. Tenho registro profissional DRT 894/SE.

Entre 2018 e 2019, trabalhando com um parlamentar cego, conheci a audiodescrição — a técnica que transforma imagem em palavra para quem não enxerga. Virou o centro do meu trabalho. Desde então são mais de 300 projetos: imagens estáticas, exposições, ambientes e ações educativas, em formato gravado, ao vivo ou simultâneo. O mais difícil foi audiodescrever uma orquestra ao vivo. Recebi apenas o mapa do palco, a iluminação e a posição dos músicos. Montei um glossário próprio sobre os gestos do maestro e o modo de tocar de cada instrumento. O resto descrevi a partir do que a música me dava, no instante.

Em 2022 a aquarela passou a fazer parte do meu fazer profissional. A pintura virou uma linguagem sensível dentro do estúdio. Ajuda a traduzir temas técnicos, científicos e institucionais com mais delicadeza, como no projeto Herbolário. Em 2026 dois livros que diagramei e aquarelei foram lançados: Caminhando e Eu, meu cantinho e minha mente.

Desde agosto de 2025 tenho um desafio novo: a comunicação de deeptech — empresas que nascem dentro da pesquisa científica. Na Bispora, traduzo biotecnologia, bioeconomia circular e níveis de maturidade tecnológica para uma linguagem que qualquer pessoa entenda. No fundo, é o mesmo gesto da audiodescrição, em outro terreno: tornar acessível o que estava fechado para quem vê de fora.

Em julho de 2026 estreei a coluna quinzenal “Olhar de Dentro”, no Cinform Olho Vivo. Depois de tantos anos contando a história dos outros, é o espaço onde escrevo a partir de dentro.

É isso que costura tudo o que faço. Design, acessibilidade, arte e narrativa. Tirar uma coisa de dentro de um mundo fechado e entregar para alguém que estava do lado de fora.

Acredito que criar é um ato de cuidado. É a partir daí que desenvolvo cada projeto.

Sinta-se convidado a conhecer meus trabalhos e, se fizer sentido, a pensar também no que move você.

Com carinho,
Fabiana Droppa