Acessibilidade também é linguagem, sensibilidade e presença

A audiodescrição me trouxe essa lição. Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de atuar com audiodescrição em mostras e festivais de cinema, atravessando obras brasileiras, clássicos eternos e produções autorais internacionais que ampliaram profundamente meu olhar sobre narrativa, imagem e inclusão cultural. Entre os filmes para os quais tive a honra de criar o roteiro de audiodescrição e ainda narrar (pois os clientes gostam da minha voz eheh) estão: 🎬 Cinema Brasileiro • Baile Perfumado (o mais desafiador) • Terra Estrangeira (Brasil/Portugal) • A Hora da Estrela • Saudade Fez Morada Aqui Dentro (amei demais o filme) • Carvão • Mensagem de Sergipe • O Espetáculo • Quase Trap • Homo Heractus • Kaminhada • Anecoico 🌍 Cinema Internacional / Autoral • Pietra y el Sol (Colômbia) • 8½ (Itália) • The Fall (Índia/Reino Unido/EUA) • Shadow (China) • La Perra (Colômbia) • Dragon Inn (Taiwan) • O Fundo do Coração (Argentina) 🎞️ Clássicos • Singin’ in the Rain (Estados Unidos) (a emoção falou bem alto) Cada obra trouxe um desafio diferente: muuuuuito estudo, a compreensão da linguagem de cada diretor, a leitura de críticas e, acima de tudo, o exercício de traduzir silêncios, atmosferas, olhares, gestos e emoções, para que mais pessoas possam acessar o cinema de forma plena.

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