2026

Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título "OLHAR DE DENTRO". Abaixo, o nome "FABIANA DROPPA" em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz "QUEM ESCREVE POR AQUI". O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

Hoje começo um novo capítulo.

Sempre escrevi. Desde criança, amava um diário e escrevo até hoje. Assim como escrevi, também construí projetos durante muitos anos para clientes, marcas e instituições, através do design, da comunicação e da audiodescrição. Hoje estreio como colunista semanal no destaque “Olhar de Dentro”, do Olho Vivo – Cinform. Não para ensinar, mas para dividir perguntas, histórias e aquilo que a vida tem me mostrado. O primeiro texto traz “quem escreve por aqui” e o início de uma reflexão sobre um laudo médico, cuja íntegra sai na semana que vem. Mas, na verdade, ela fala sobre o tempo, sobre o amor e sobre o que acontece conosco quando alguém que amamos adoece. Espero que encontre quem precise dela. Link: https://lnkd.in/dsXiPed8 Descrição da imagem: fotografia em plano fechado, em que eu, uma mulher branca de pele clara, cabelos curtos castanhos, camiseta preta e óculos de grau com armação transparente, sorrio e olho diretamente para a câmera, enquanto seguro um celular com as duas mãos à frente do rosto. Na tela do celular, que está em foco, vê-se uma página digital com o título “OLHAR DE DENTRO”. Abaixo, o nome “FABIANA DROPPA” em vermelho e uma foto pequena minha. Ao lado do título, um texto diz “QUEM ESCREVE POR AQUI”. O corpo do texto, em fonte preta, traz reflexões pessoais.

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Sou uma mulher de pele clara, cabelos pretos curtos em corte pixie e lábios pintados de rosa. Apareço centralizada na imagem, olhando diretamente para a câmera, com o queixo apoiado na mão direita. Uso um pequeno brinco redondo branco na orelha esquerda e visto uma camisa com estampa animal print em tons de marrom e preto. A imagem é dividida verticalmente em dois estilos: do meu lado esquerdo, uma ilustração estilizada com fundo amarelo sólido; do lado direito, uma fotografia realista com fundo desfocado de um ambiente interno. Elementos gráficos decorativos se sobrepõem à composição: uma linha amarela curva e espiralada no canto superior esquerdo, um desenho em zigue-zague branco ao lado direito da minha cabeça, e um círculo rosa cortado por uma linha reta no canto inferior direito.

A profissão que exercemos nem sempre é a melhor forma de explicar o que fazemos

Durante muito tempo, quando alguém perguntava sobre meu trabalho, eu respondia: “Sou designer.” E isso nunca esteve errado. Mas, com o passar dos anos, percebi que o design era apenas uma das ferramentas que eu utilizava. O que realmente faço é conectar pessoas ao conhecimento. Às vezes, transformando um conteúdo científico em uma linguagem acessível. Outras vezes, organizando a comunicação de uma instituição. Em outros momentos, tornando uma exposição inclusiva por meio da audiodescrição. Ou criando uma identidade visual capaz de traduzir a essência de uma marca. Os projetos mudam. As áreas mudam. Os clientes mudam. Mas existe um fio condutor que permanece: transformar complexidade em clareza. Talvez essa seja a melhor definição do meu trabalho hoje. Foi por isso que, depois de anos tentando caber em um único cargo, passei a me chamar de multiartista. Porque a nossa identidade profissional não está no cargo que ocupamos, mas no impacto que conseguimos gerar — independentemente do contexto.

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Acessibilidade também é linguagem, sensibilidade e presença

A audiodescrição me trouxe essa lição. Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de atuar com audiodescrição em mostras e festivais de cinema, atravessando obras brasileiras, clássicos eternos e produções autorais internacionais que ampliaram profundamente meu olhar sobre narrativa, imagem e inclusão cultural. Entre os filmes para os quais tive a honra de criar o roteiro de audiodescrição e ainda narrar (pois os clientes gostam da minha voz eheh) estão: 🎬 Cinema Brasileiro • Baile Perfumado (o mais desafiador) • Terra Estrangeira (Brasil/Portugal) • A Hora da Estrela • Saudade Fez Morada Aqui Dentro (amei demais o filme) • Carvão • Mensagem de Sergipe • O Espetáculo • Quase Trap • Homo Heractus • Kaminhada • Anecoico 🌍 Cinema Internacional / Autoral • Pietra y el Sol (Colômbia) • 8½ (Itália) • The Fall (Índia/Reino Unido/EUA) • Shadow (China) • La Perra (Colômbia) • Dragon Inn (Taiwan) • O Fundo do Coração (Argentina) 🎞️ Clássicos • Singin’ in the Rain (Estados Unidos) (a emoção falou bem alto) Cada obra trouxe um desafio diferente: muuuuuito estudo, a compreensão da linguagem de cada diretor, a leitura de críticas e, acima de tudo, o exercício de traduzir silêncios, atmosferas, olhares, gestos e emoções, para que mais pessoas possam acessar o cinema de forma plena.

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Fotografia de duas mulheres de pé, lado a lado, sorrindo para a câmera em um ambiente interno. À esquerda, uma mulher de pele clara, cabelos castanhos ondulados na altura dos ombros, usa óculos de grau com armação dourada, colar de pérolas, blusa preta e um blazer preto. Ela segura um livro com capa escura parcialmente visível. À direita, uma mulher de pele clara, cabelos curtos e escuros, usa óculos de grau com armação clara e transparente. Ela veste um vestido branco com estampa de folhas azul-esverdeadas e flores rosadas, que possui mangas três quartos franzidas e gola alta. Ela segura, com as duas mãos, um exemplar do livro "Sandra - Caminhando", que mostra na capa a ilustração de uma criança em um caminho arborizado. Ela também carrega uma bolsa tiracolo marrom com as letras "SCH" gravadas na parte frontal. Ao fundo, observa-se uma parede escura e parte de uma cadeira com encosto de palha à esquerda. A iluminação é suave e focalizada nas pessoas.

O mercado me formou designer gráfico. A vida me transformou em multiartista

Quando eu era criança, dizia com toda certeza do mundo: “meu sonho é ser desenhista.” Anos depois, já em Sergipe, descobri que existia um curso chamado Arte, Design e Multimídia. Fiz vestibular em 1999 e passei. Lembro da sensação de pensar: “é isso.” Eu queria desenhar. Criar. Dar forma ao que existia dentro de mim. Me formei em Design Gráfico em 2005, depois de precisar trancar o curso por dois anos, outra história de muito aprendizado. Mas hoje entendo que nunca trabalhei apenas com design. Ao longo dos anos, fui crescendo profissionalmente, assumindo coordenações, liderança, marketing, endomarketing, comunicação, presença digital de marcas… e, sem perceber, uma linguagem começou a puxar a outra. Em 2016, após pedir demissão senti que conseguiria tocar meu estúdio criativo e de lá para cá atendi mais de 180 clientes. Em 2018, a audiodescrição entrou na minha vida através da assessoria de comunicação com o parlamentar Lucas Aribé, que hoje também é meu parceiro nos projetos em audiodescrição. Desde então, mais de 300 trabalhos foram realizados. Em 2022, a aquarela também passou a fazer parte da minha trajetória profissional e afetiva. Teve um dia em que, conversando com uma cineasta durante um processo de seleção de audiodescritores brasileiros para um festival de cinema, contei um pouco da minha caminhada: design, teatro, pintura, comunicação, audiodescrição…E ela me disse: “você com certeza vê tudo de maneira diferente, ampliada.” E eu nunca esqueci disso. Porque durante muito tempo tentei explicar o que eu fazia através de cargos ou áreas específicas. Mas a verdade é que sempre existiu algo conectando tudo:eu gosto de encontrar soluções para o que surgir. Crio marcas.Construo identidades.Trabalho com a voz (o teatro me fez ver potência).Traduzo imagens para pessoas com deficiência visual.Pinto.Escrevo.Comunico. E talvez por muito tempo eu tenha tentado caber em uma definição profissional mais tradicional. Hoje não mais. O termo “multiartista” só foi realmente aceito por mim no ano passado, justamente em um período em que me senti sem identidade. E foi curioso perceber que, no fim, minha identidade nunca esteve em uma única função.Ela sempre esteve na soma de tudo o que percorri ao longo da minha biografia.Na Fabiana que ainda rabisca no papel antes de abrir qualquer software da Adobe. Na criança que sonhava desenhar (a criança está bem orgulhosa). Na mulher que um dia pediu demissão, em 2016, para descobrir se conseguiria sustentar a própria arte, a própria visão e a própria coragem. E conseguiu. Hoje me vejo como uma profissional multidisciplinar. Mas, acima de tudo, como alguém que continua tentando responder à mesma pergunta que me norteia há mais de uma década: “Qual o propósito da sua alma?” Na foto, dia do lançamento de dois livros (2026) “Caminhando e Eu, meu cantinho e minha mente”. Tive a honra de diagramar e pintar as aquarelas.

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De noite, carretas vermelhas iluminadas uma atrás da outra

Narrar para incluir: audiodescrição na Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil

Roteiro e Narração: Fabiana DroppaConsultoria em Audiodescrição: Lucas Aribe A Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil é um dos eventos mais encantadores e aguardados da temporada natalina no país. Anualmente, o projeto percorre diversas cidades brasileiras com caminhões cenográficos iluminados, trilhas sonoras especiais e cenários temáticos, como Carrossel dos Sonhos, Caixinha de Música, Presente de Natal e muito mais, espalhando alegria, cultura e magia às ruas. Grandes públicos se reúnem para vivenciar a atmosfera lúdica e gratuita da Caravana, que une luz, som e emoção em uma experiência memorável para toda a família. Na edição de 2025, tive a honra de ser responsável pelo roteiro e pela narração da Caravana, contribuindo para a construção de uma narrativa envolvente que guiou o público pelas apresentações. Nesta mesma edição, também introduzimos a audiodescrição, ampliando a acessibilidade do evento e reforçando o compromisso com a inclusão, por meio de um recurso acionável durante a experiência. A Caravana segue como uma celebração popular e sensorial, conectando pessoas e cidades em um momento de celebração coletiva e encantamento. Você pode acessá-la em https://www.musea.art.br/exibicoes/f64db909-0933-48e4-9bef-401918bdcb75/pt Foto: google

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