Durante muito tempo, quando alguém perguntava sobre meu trabalho, eu respondia: “Sou designer.” E isso nunca esteve errado. Mas, com o passar dos anos, percebi que o design era apenas uma das ferramentas que eu utilizava.
O que realmente faço é conectar pessoas ao conhecimento.
Às vezes, transformando um conteúdo científico em uma linguagem acessível. Outras vezes, organizando a comunicação de uma instituição. Em outros momentos, tornando uma exposição inclusiva por meio da audiodescrição. Ou criando uma identidade visual capaz de traduzir a essência de uma marca.
Os projetos mudam. As áreas mudam. Os clientes mudam. Mas existe um fio condutor que permanece: transformar complexidade em clareza.
Talvez essa seja a melhor definição do meu trabalho hoje. Foi por isso que, depois de anos tentando caber em um único cargo, passei a me chamar de multiartista.
Porque a nossa identidade profissional não está no cargo que ocupamos, mas no impacto que conseguimos gerar — independentemente do contexto.



